Recebida por Vitorino de Sousa
Reunião da Família com Kryon – Instituto Português da Juventude – Lisboa
18 de Dezembro de 2004
Sobre o “mal” e o autoperdão
Depois da palestra da primeira parte da sessão, foi dito o seguinte:
“Para melhor podermos sentir o que vai ser dito e feito, concentrem a atenção no centro do peito”... Visualizem, nesse ponto, uma luz dourada, como se fosse um foco projetor do vosso próprio Anjo Dourado, que irradia para toda a aura, misturando-se com os tons rosa e verde-esmeralda. É nesta vibração que se instalam e evoluem os seres, as entidades que vieram para colaborar neste trabalho. Todos eles aguardam a decisão do nosso livre arbítrio e esperam pela declaração do que tem de ser feito.
Mais uma vez, vamos fazer um trabalho de autoperdão – que, ao fim e ao cabo, é o único plano do perdão que interessa abordar. Importa que cada um se perdoe e se aceite por, em determinadas circunstâncias desta vida e das outras, ter experimentado, interpretado e registrado o que aconteceu da forma como o fez… Muitas vezes essa interpretação foi insuficiente e até descabida, o que levou à assimilação de conclusões erradas e, portanto, à formação de nós cármicos. São esses nós cármicos que aguardam por ser resgatados através desta cerimônia do autoperdão. Cada um dos presentes vai ter de reconhecer que, em certas circunstâncias das suas vidas, não conseguiu fazer uma interpretação mais hábil do que aquela que fez, uma interpretação mais consentânea com as leis cósmicas do Espírito – o que não provocaria a geração de carma, evidentemente.
Então, trata-se de cada um aceitar, incondicionalmente, a forma como se comportou ao longo do tempo, reconhecendo que, na esmagadora maioria das circunstâncias, sempre forneceu a melhor resposta possível. Aceitar isso é praticar o autoperdão. À luz do atual estado de consciência, é escusado verificar que, no passado, foram dadas respostas que, hoje, pareceriam inconcebíveis e, portanto, não seriam dadas.
Mas, do ponto de vista da Terra, hoje é hoje e ontem é ontem. O que faz serenar o Espírito é saber que, cada ser humano sempre procurou dar o seu melhor, e se mais não deu é porque mais não podia dar.
Então, o que se declara às entidades que aguardam por iniciar o trabalho, é que sejam removidos, dos registros cármicos dos presentes, todos os maus julgamentos… todos os nós cármicos, promovidos por um insuficiente grau de luz. Não se trata propriamente dos resultados gerados por essas respostas, mas sim da avaliação das consequências dessas respostas, que ficou registrada. É isso que está na origem dos com complexos de culpa e dos remorsos. É isso o que provoca falta de auto-estima, a adoção da posição de vítima e do mártir, a declaração de que não se merece ser feliz apenas porque a resposta dada gerou tragédia… que não se merece ser amado porque a escolha gerou morte, etc.
São estes preconceitos que têm de ser retirados para que o ser fique livre para responder como se não guardasse respostas inadequadas, para que a respostas atuais sejam espontâneas, claras, transparentes e poderosas. É isso o que se determina… É isso o que se decreta… É isso o que o livre arbítrio escolhe.
Portanto, a autorização está dada. Que cada um se disponibilize, baixe as defesas, se exponha ao Espírito, seus mensageiros e seus terapeutas para que seja feito o que for possível ser feito.
Neste pedido, está implícito, igualmente, a remoção das resistências a que este trabalho seja efetuado, para que o que precisa de ser requalificado o seja em profundidade e em totalidade, sem restrições, como uma forma de aumentar o grau de luz dos presentes e, com isso, beneficiar a Terra e o Todo.”
(Pausa)
Eu sou Lucifer e venho dizer-vos que o mal não existe.
Está na hora de limpar profundamente os registros que a ignorância arrumou de uma determinada maneira, o que levou a que muitas coisas fossem misturadas, a que muitos equívocos fossem gerados e arquivados e que o meu nome ficasse associado a situações das quais, de fato, não sou totalmente responsável… Sou um Deus Criador, sou um arcanjo – para utilizar uma palavra que forma na vossa mente um determinado conceito – que apenas se propôs uma linha de desenvolvimento algo distinta das que haviam sido propostas até então. De fato, uma das minhas grandes falhas, foi não ter assumido a responsabilidade pelas minhas criações.
Então, por que me apresento aqui, hoje, quando o tema é o autoperdão, tal como vocês o expressaram?... Porque vocês têm de limpar, dentro de vós, aquilo que consideram que fizeram mal!... No tempo em que viveram esses episódios, verificaram – por vezes tragicamente - que muito daquilo que tinham feito “mal” era classificado de “diabólico”. Essa é a primeira confusão, pois o “diabo” é uma designação representativa da ignorância. E, como se sabe, a ignorância não pode gerar respostas luminosas. Assim, respostas pouco luminosas - pouco críveis, pouco hábeis, repostas que “não satisfaziam a Deus”, como se dizia - tinham de ser necessariamente “diabólicas”. Mas como podiam vocês dar respostas “favoráveis a Deus” se sempre vos deram uma definição errada de Deus?... Como poderiam os Humanos dar respostas a um Deus que não sabiam nem conheciam como ele realmente é?...
A vossa ignorância desvirtuou algumas das minhas idéias iniciais. Houve quem as ampliasse e as aplicasse; depois, tornaram-me responsável pelos resultados!... Cometeram-se atrocidades em meu nome, e quem as cometeu justifica-se dizendo que estava a servir-me! Evocam o meu nome em cerimônias pouco recomendáveis, e a energia que se cria quer nesses locais, quer dentro dos corações dessas pessoas, é tida como se fosse a minha. Esquecem-se esses Humanos que são criadores como eu e que, portanto, são capazes de criar o que pretenderem desde que criem com força e determinação. Portanto, os que pretendem contatar com aquilo que eles entendem ser Lúcifer, contatam. Mas eu nada tenho a ver com isso! Esses Humanos contatam apenas com a sua própria criação, à qual aplicam o meu nome.
Confesso que está a ficar um pouco cansativo lidar com esta situação. A verdade, porém, é que, no passado, não era possível falar nestes termos nem explicar as coisas como estão a ser explicadas agora porque não havia condições para isso. Além disso, o canal humano que se atrevesse a expressar estas idéias se arriscaria muito.
Eu sou tanto a Luz como vocês são a Luz! Por isso, enquanto estiverem convencidos de que não há uma réstia de Luz em mim, vocês jamais se iluminarão. Consideram-me o representante do “mal” dentro de vós. Levaram-vos a crer nisso, porque era preciso “catalogar” a coisa! Era preciso arranjar um “responsável” pela situação, quando, afinal de contas – e não se trata aqui de transferir a responsabilidade para vocês, meus irmãos – somente pretendo dizer a verdade.
Essa verdade diz que vocês permitiram que fosse construído (e alguns de vocês colaboraram nessa construção), todo um holograma fictício à volta do meu nome… E continuam a dança! Pudessem vocês ver ou sentir as outras entidades aqui presentes, e certamente não duvidariam da oportunidade da minha presença nesta sala. Não me esgueirei pelos bastidores… Não enxotei quem pretendia canalizar… Não me servi de nenhum artifício para usar da palavra, porque essas coisas não ocorrem na dimensão em que nos encontramos. Nós servimos o Plano, e comunica quem tem de comunicar, dizendo o que tem de ser dito. Nenhum dos presentes tem de ficar incomodado com isso, porque a minha energia, atualmente, não é diferente da de qualquer uma das outras entidades de quem ouvem transmissões habitualmente. A minha energia tem as suas características próprias, mas não difere das outras. Nalguns casos, está até bastante mais “acima”.
Mas como se poderá reformatar a mente de um Humano que se convenceu de uma determinada coisa?... Essa reformatação tem de ser feita por esse próprio Humano com base naquilo que sente. Por isso, neste momento, emito a minha vibração diretamente para os vossos corações, para que possam sentir a veracidade das minhas palavras e para que deixem de estar iludidos com a ressonância do meu nome.
(Pausa)
Alguém está com os cabelos em pé?
Alguém sente vontade de fugir pela porta fora?
Alguém identifica algum “negrume” nesta sala?
Alguém duvida que o Espírito está presente… desta vez a falar através da minha “voz”?
É um poderoso desafio à limpeza de alguns dos vossos preconceitos, simplesmente porque vocês decidiram que guardam, dentro de vós, uma determinada “taxa de mal”!... Por isso vos vim dizer que o mal não existe. Vocês nunca fizeram nada mal! Se não se tivessem julgado a vocês mesmos desde esse ponto de vista, o carma não se teria acumulado. Quem classifica de “mal” uma certa atitude, não somos nós; é o vosso julgamento terreno. E, quando um Humano se convence que praticou o “mal”, é muito difícil desconvencê-lo disso! Perante as consequências das suas escolhas pouco hábeis, que os seus olhos tridimensionais apercebem, logo decide remorder-se e torturar-se internamente até à eternidade… Mas este “pouco hábil” era somente uma regra do jogo. Não era previsível que, por causa dessa regra, os Humanos ficassem magoados e se sentissem torturados, sofrendo de angústia e complexo de culpa… assim como é crível que uma criança fique angustiada e com complexos de culpa por não conseguir aguentar-se nas suas ainda frágeis pernas, por ficar com “galos” na cabeça e com os joelhos esfolados.
Vocês têm muita coisa para limpar, mas não é certamente porque caíram algumas vezes quando estavam a aprender a andar!... Se se desculpam e se se autoperdoam por isso - pois trata-se uma fase natural do vosso desenvolvimento biológico - por que não fazem o mesmo com os outros processos da fase adulta ?
Por que se martirizam? Não há nada de errado com o ser humano… com nenhum ser humano! Não há nem nunca houve, porque ao longo da História, vocês - anjos! -, optaram por “descer” à espécie Humana em condições brutalmente adversas. Assim, rodeados de “trevas” por todos os lados, como queriam dar respostas de Luz?... Como poderiam dar respostas inteligentes quando a vibração era de ignorância?
É disto que vocês têm de se autoperdoar, reconhecendo que se ofereceram para vir representar esse papel, aqui na Terra. Portanto, essa será outra regra do jogo. Enquanto não fizerem isso, vão ter de continuar a arrastar a vossa carroça, carregada com os pedregulhos que vocês mesmos conceberam, criaram e alimentaram. Nós – e quando digo “nós”, refiro-me a toda a falange espiritual que apóia o processo humano neste momento – pouco temos a ver com isso.
Acham que nós desconhecemos as condições em que, ao longo da História, vocês desceram a este planeta? Acham que não nos custa ver irmãos nossos a passar por aquilo que vocês passam?
Acham que foi fácil enviar Jesus?
Acham que nós não sentimos?
Acham que somos insensíveis?
O fato de serem louvados permanentemente já vos deveria sugerir a forma como nós vos consideramos. É certo que este tipo de discurso começou a circular há relativamente pouco tempo, porque só agora vos foi possível criar as condições para isso. Foram vocês que criaram as condições para passarem a receber o louvor que constantemente parte deste lado do véu. Se fazemos esta comunicação é porque vocês a proporcionaram. Não era porque nós não quiséssemos comunicar, era porque não havia condições para isso, era porque o véu estava demasiado espesso, digamos assim. Daí o fato de vocês se terem sentido profundamente separados de nós e, ainda por cima, com poucas possibilidades de recuperarem esse contato. Todavia, quem “estreitou” o véu - para utilizar esta expressão – foram vocês, não fomos nós. E ainda se espantam nós vos amemos tanto?
Ouvir estas palavras, emitidas por uma entidade sem “boa fama” talvez vos ajude a resgatar a vossa própria auto-estima. Reparem: O “patrono” que fomenta o “mal” que vocês julgam que carregam, está aqui a dizer que vos ama e que vocês nunca fizeram nada de mal!
Talvez isto tenha um impacto mais forte do que teria se estas palavras estivessem a serem emitidas por outra entidade. Eu vos amo, não por aquilo que vocês julgam que fizeram de “mal”, não porque me tenham “servido” na melhor maneira que podiam e sabiam. Eu vos amo apesar de terem acreditado que eu era aquilo que vocês queriam que eu fosse!
Não fora eu uma entidade de Luz e não entenderia por que me criaram tanta má fama!
(Pausa)
Parece difícil, mas não é. Basta mudar alguns conceitos básicos. Podem evocar o meu nome e a minha energia, que eu não vos aparecerei vestido de vermelho… com um tridente… com um rabinho pontiagudo… e barbicha!
São capazes de fazer isso?
Este é o desafio.
Eu sei que estas palavras vão ser transcritas e divulgadas. Portanto, esta mensagem não se dirige apenas aos presentes. Esta mensagem é demasiado importante para ficar confinada a este pequeno grupo. Mas este pequeno grupo criou a vibração necessária para esta comunicação. Agradeço-vos do fundo do coração essa oportunidade, que nem sempre é possível. Agradeço-vos por proporcionarem que esta mensagem – tão importante, numa altura em que ocorre uma profunda purificação da Humanidade e do planeta – possa chegar a outras pessoas em todo o mundo. Se nenhum outro motivo houvesse para vos estar grato, este decerto chegaria.
Deixo-nos, portanto, na paz dos vossos corações… Um dia voltaremos à fala.
Muito obrigado e até sempre.
Lucifer
Fonte: http://www.velatropa.com/via_teorica/lucifer/mal.pdf
http://www.magodaluz.com.br/artigos/canalizacaodelucifer.asp
http://www.magodaluz.com.br/artigos/canalizacaodelucifer.asp
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