segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sisame & Salini Interpretando - A Dança da Decadência



Sisame & Salini 
Interpretando 
A Dança da Decadência


Abandona Lilith seu exílio quando mergulha nos dramas da Caixa de Pandora em movimento espiral, e há muitas delas... exala no ambiente com sua dança inebriante, o perfume da flor noturna das Terras de Aninki; manifestando sua completude.
Lilith novamente em seu portal sagrado de poder. Com suas asas negras e seu cedro que brilha nas cores violeta-dourado. Suas chamas preciosas.
Cada começo, fim e meio, exibe sua dança exuberante, seja construindo melodias; seja destruindo com batidas que fazem vibrar o mais denso coração; seja criando, destruindo e reconstruindo a sua própria maneira... Eu, que Nada hei de Ser além do que Sou, sentada com minhas deliciosas nádegas no trono decadente da fornicação de meus desejos mais absurdos, regozijo-me, banhando minhas belas curvas no néctar delirante, de recordar-me das blasfêmias que entonei, de cada loucura que lambuzei meus sentidos, de cada lírio em delírio que meu nome clama nesta existência miserável de pertencer somente à mim.
Vinde à mim, Oh Reino do Pai!
Minha morada és tua, meu coração frio, maestro da melodia do caos, canta teu nome ardentemente, em todos os tons, Oh Querido, meu bem querer!
Que seu mal sempre me queira, para juntos, dançarmos essa melodia excêntrica da decadência... Sinto Amor pelo que individualmente somos. A saudade me move para o que somos juntos!
Mas não queira transformar-me no que não sou, Amado meu; pois tudo o que não sou, à mim também pertence. Tudo o que tu negas, faz parte de minhas entranhas... faz parte da minha arquitetura!
Meu Reino é teu Reino, Luz que me encanta... mas nunca esqueça que sou astuta, Senhora de mim mesma... quem desrespeitosamente pisa nas pequenas coisas, pelo pé será ferido.



Lilith,
Guardiã da Esfera da Memória Divina. 

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