O
Gozo vira
Merda,
O
Clitóris,
Poder Sexual
Feminino
De dar
Vida
Ao
Desconhecido
Se
Torna a
Espada que leva
A Mulher para a
Cruz
Do cemitério.
A
Tartaruga
Encanta-se por
Tudo no trajeto,
Deixando para o
Ligeiro Coelho
O
Sacrifício de
Correr até morrer
Infinitas vezes nas garras
Da audaciosa
Raposa
Que
Por vício em
Jogos de azar
Fez do pé esquerdo
Do mensageiro da Fada,
Seu amuleto da Sorte...
A
Raposa por
Sua vez,
Sempre morre
Pela boca de sua
Audácia
Contemplando
Suas belas formas
No reflexo do lago
Formado das lágrimas
Do Crocodilo
Vira
Felpuda
Comida para
O Rei dos falsos
Lamentos,
O
Diretor
Dos Cínicos,
Já
Que não
Há dor derradeira
Para quem conhece
Sua trilha por inteira
A
Tartaruga,
Quando retorna
Para o
Lar
É
Para
Lamentar
As perdas dos
Amigos
E
Para
Contar o
Quanto bebeu
Das lágrimas do
Crocodilo
Por Salimih 05/ Lilith
Julia Nogueira
Recife,
Brasil



